Avaliação Ecotoxicológica do Ácido Hexadecanóico e do β Sitosterol para Daphnia similis Claus 1876 (Cladocera, Crustacea)

Autores

  • Romena Galvani Sobreira APLYSIA Pesquisas Ambientais, Vitória, ES, Brazil
  • T. Heid-Furley APLYSIA Pesquisas Ambientais, Vitória, ES, Brazil
  • J. I. Effigen Aracruz Celulose S.A., Barra do Riacho, ES, Brazil
  • A. C. de Oliveira-Filho Aracruz Celulose S.A., Barra do Riacho, ES, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2006.02.015

Palavras-chave:

testes de toxicidade, Daphnia similis, extrativos, ácido hexadecanóico, β sitosterol

Resumo

A madeira utilizada como matéria-prima pelas fábricas de celulose e papel possui altos teores de extrativos com elevado potencial tóxico, como os ácidos graxos e o phytosterol β sitosterol, que promovem efeitos tóxicos (masculinização das fêmeas, dentre outros) a organismos aquáticos como peixes e invertebrados. Em função da crescente preocupação com o meio ambiente no Brasil, fábricas como a Aracruz Celulose S.A. realizam rotineiramente testes ecotoxicológicos para avaliar os efeitos de seus efluentes no ambiente e antecipar possíveis problemas ambientais. O presente estudo foi realizado em duas etapas com o objetivo de relacionar a toxicidade do efluente misto da Aracruz Celulose com alguns dos extrativos mencionados. A primeira etapa consistiu na identificação e quantificação dos ácidos graxos e do β sitosterol, presentes nos efluentes setoriais através de análises cromatográficas. Na segunda etapa, foram realizadas análises ecotoxicológicas com dois dos extrativos mais abundantes e com o efluente misto (não tratado), para avaliar se a toxicidade aguda desse efluente para o organismo Daphnia similis está relacionada com as concentrações atuais dos extrativos testados. A quantificação dos extrativos presentes nos efluentes setoriais da Aracruz Celulose mostrou que os efluentes da depuração, branqueamento ácido e evaporação contribuíram com as maiores concentrações desses compostos, ao passo que os efluentes do pátio de madeira e branqueamento alcalino contribuíram com os menores valores. Os ácidos graxos linoleico, hexadecanóico, hexacosanóico, octadecenóico e docosanóico foram os mais abundantes, e o β sitosterol foi identificado em todos os efluentes analisados, estando em maior concentração no efluente da depuração. Os extrativos escolhidos para os testes de toxicidade não apresentaram toxicidade aguda aos organismos-teste, mesmo em concentrações maiores que as presentes nos efluentes setoriais da Aracruz Celulose, entretanto, os resultados dos três testes de toxicidade do efluente misto para D. similis apresentaram toxicidade aguda, com EC50 iguais a 16,66%, 23,62% e 52,02%.

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Publicado

2006-12-20

Como Citar

Sobreira, R. G., Heid-Furley, T., Effigen, J. I., & Oliveira-Filho, A. C. de. (2006). Avaliação Ecotoxicológica do Ácido Hexadecanóico e do β Sitosterol para Daphnia similis Claus 1876 (Cladocera, Crustacea). Ecotoxicology and Environmental Contamination, 1(2), 167–170. https://doi.org/10.5132/jbse.2006.02.015

Edição

Seção

Artigos