Inhibição, Recuperação, e Respostas de Campo das Colinesterases Cerebrais de Astyanax fasciatus (Cuvier, 1819) Após Exposição ao Azinfos-metil

Autores

  • G. Pistone Laboratory of Molecular Neuroscience and Developmental Toxicology, Instituto de Investigaciones Biológicas Clemente Estable, Montevideo, Uruguay ; Environmental Sciences and Ecology Institute, Facultad de Ciencias, Universidad de la República, Montevideo, Uruguay
  • G. Eguren Environmental Sciences and Ecology Institute Facultad de Ciencias, Universidad de la República,Montevideo, Uruguay
  • D. Rodriguez-Ithurralde Laboratory of Molecular Neuroscience and Developmental Toxicology, Instituto de Investigaciones Biológicas Clemente Estable, Montevideo, Uruguay

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2012.02.014

Palavras-chave:

Acetilcolinesterase, Astyanax fasciatus, Bioindicador, Colinesterases cerebrais, Metil-azinfos, Monitoramento aquático, Peixe, Pesticida organofosforado

Resumo

Os pesticidas utilizados na agricultura estão entre os poluentes ambientais mais importantes. Os inseticidas organofosforados e carbamates, intensamente utilizados em árvores caducifólias de fruto, podem ser transportados para os ecossistemas aquáticos. Montevidéu rural possui zonas de fruticultura intensiva onde atualmente o metil-azinfos é, de longe, o pesticida mais utilizado. Apesar de suas conhecidas propriedades neurotóxicas, os estudos sobre seus efeitos sobre organismos aquáticos são escassos no Uruguai. O principal objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da exposição ao metil-azinfos sobre colinesterases cerebrais e micronúcleos de eritrócitos de Astyanax fasciatus, em condições de laboratório e de campo. Curvas dose-resposta mostraram inibição de colinesterases cerebrais dependente da concentração e uma CL50 (metil-azinfos, 48 horas) de 2.31 mg L-1. Peixes expostos por 48 horas ao tóxico e, em seguida, transferidos para a água clara, recuperaram 80% da atividade colinesterásica cerebral em 10 dias. O estudo de campo revelou que A. fasciatus selvagens coletadas de um curso de água com baixa contaminação mostraram uma atividade específica colinesterásica cerebral de 62.2 ± 5.1 Units mg-1 proteína (22 º C) da quais 97.7% foi acetilcolinesterase. Os espécimes coletados em uma bacia hidrográfica dedicada à fruticultura exibiram um gradiente espacial: a atividade da acetilcolinesterase cerebral dos peixes coletados rio abaixo da zona de fruticultura foi 32% menor que aquela dos peixes capturados rio arriba dessa zona. Em conclusão, nossos dados sugerem que A. fasciatus é uma espécie adequada para biomonitoramento eco-toxicológico.

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Publicado

2012-12-20

Como Citar

Pistone, G., Eguren, G., & Rodriguez-Ithurralde, D. (2012). Inhibição, Recuperação, e Respostas de Campo das Colinesterases Cerebrais de Astyanax fasciatus (Cuvier, 1819) Após Exposição ao Azinfos-metil. Ecotoxicology and Environmental Contamination, 7(2), 93–102. https://doi.org/10.5132/jbse.2012.02.014

Edição

Seção

Artigos