Utilização de Testes de Toxicidade com Embriões da Ostra Crassostrea rhizophorae (Guilding, 1828) para Avaliação da Eficiência de uma Estação de Tratamento de Esgotos de Vitória (ES)
DOI:
https://doi.org/10.5132/jbse.2006.01.010Palavras-chave:
teste de toxicidade, esgoto bruto, esgoto tratado, ETE, Crassostrea rhizophoraeResumo
A Estação de Tratamento de Esgoto da Universidade Federal do Espírito Santo (ETE-UFES) está localizada no Campus Universitário de Goiabeiras, em Vitória, ES. A tecnologia de tratamento desta ETE consiste na associação em série de reatores anaeróbios do tipo UASB (Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente) e biofiltros aerados submersos, constituindo-se em um processo biológico que realiza o tratamento de esgoto em nível secundário. Este estudo propõe avaliar preliminarmente as características ecotoxicológicas do esgoto bruto e do esgoto tratado da ETE-UFES, através da utilização de bioensaios com embriões da ostra Crassostrea rhizophorae, e ainda verificar a eficiência da estação em termos de redução do efeito tóxico do sistema sobre o desenvolvimento embrionário da ostra. Animais adultos coletados em áreas não poluídas foram utilizados para obtenção dos embriões, os quais foram expostos a diferentes concentrações de amostra composta de esgoto bruto e tratado durante um período de 24 horas. Após este período foi contado o número de embriões, larvas normais e anormais. A partir dos dados obtidos foram determinadas as CE50 através do método Trimmed Spearman-Karber. Foi observada a ocorrência de diversos tipos de anormalidades envolvendo a má formação da concha ou o desenvolvimento retardado dentro do tempo esperado. A CE50 obtida para o esgoto bruto foi de 13,02% e para o esgoto tratado, de 25,73%. Os valores encontrados indicaram que há severo efeito nocivo dos esgotos brutos e tratados sobre o desenvolvimento embrio-larval da ostra C. rhizophorae. A ETE-UFES apresentou baixa eficiência na remoção da toxicidade, indicando que prováveis toxinas persistem ao tratamento, sendo responsáveis pela toxicidade remanescente. O uso de testes de toxicidade com embriões da ostra revelou ser apropriado para avaliação da eficiência de estações de tratamento de esgotos por responderem à ação nociva como um todo e por terem se apresentado altamente sensíveis.
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