Utilização de Planárias da Espécie Dugesia (Girardia) tigrina em Testes de Toxicidade de Efluente de Refinaria de Petróleo

Autores

  • Gislaine Silva Barros Departamento de Bioquímica e Microbiologia, Instituto de Biociências, Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), Rio Claro, SP, Brazil
  • D. F. Angelis Departamento de Bioquímica e Microbiologia, Instituto de Biociências, Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), Rio Claro, SP, Brazil
  • L. T. Furlan Refinaria de Paulínia, PETROBRAS, Paulínia, SP, Brazil
  • B. Corrêa-Junior Refinaria de Paulínia, PETROBRAS, Paulínia, SP, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2006.01.014

Palavras-chave:

toxicidade crônica, planárias, efluente de petróleo, água, Dugesia (Girardia) tigrina

Resumo

A ação do efluente da Refinaria Petróleo de Paulínia (REPLAN) foi testada em planárias de água doce da espécie Dugesia (Girardia) tigrina em estado de regeneração. Este teste de toxicidade crônica foi realizado com o intuito de estabelecer condições para utilizá-las no monitoramento da eficácia do tratamento aplicado pela refinaria. Foram testadas as amostras coletadas de seis pontos: rio Jaguari (captação da REPLAN); entrada de tratamento biológico (após tratamento físico); entrada da Lagoa de Estabilização (última etapa do tratamento); saída da Lagoa de Estabilização; montante à descarga de efluente no rio Atibaia; e jusante à descarga de efluente. Água mineral foi utilizada como controle. Cinco ou oito planárias adultas em regeneração para cada ponto foram testadas. Espécimes adultos foram selecionados e não foram alimentados durante o experimento. O teste foi iniciado imediatamente após a remoção das cabeças das planárias (corte com lâmina) e finalizado quando a regeneração estava completa. Detectou-se efeito altamente tóxico apenas para os indivíduos testados na amostra referente ao término do tratamento primário, antes da aeração e do tratamento biológico aplicado pela refinaria. Pode-se concluir que o efluente da REPLAN, ao final do processo de tratamento, não ocasionou nenhum efeito na regeneração cefálica.

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Publicado

2006-06-20

Como Citar

Barros, G. S., Angelis, D. F., Furlan, L. T., & Corrêa-Junior, B. (2006). Utilização de Planárias da Espécie Dugesia (Girardia) tigrina em Testes de Toxicidade de Efluente de Refinaria de Petróleo. Ecotoxicology and Environmental Contamination, 1(1), 67–70. https://doi.org/10.5132/jbse.2006.01.014

Edição

Seção

Artigos