Toxicidade do Sulfato de Cobre ao Mexilhão Dourado, Limnoperna fortunei (Dunker, 1857), em Água Bruta

Autores

  • Miriam de Freitas Soares Soares Departamento de Química Inorgânica, Instituto de Química, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brazil
  • Daniel Pereira Laboratório de Malacologia, Museu de Ciências e Tecnologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brazil
  • C. P. dos Santos Laboratório de Malacologia, Museu de Ciências e Tecnologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brazil
  • M. C. D. Mansur Laboratório de Malacologia, Museu de Ciências e Tecnologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brazil
  • M. Pires Laboratório de Química Analítica e Ambiental, Faculdade de Química, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre, RS, Brazil
  • J. O. Breintenbach Instituto Ciências Exatas e Tecnológicas, Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo, RS, Brasil
  • C. Grespan Instituto Ciências Exatas e Tecnológicas, Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo, RS, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2009.01.006

Palavras-chave:

invasor biológico, controle químico, cobre, concentrações letais, mortalidade

Resumo

Testes buscando avaliar a toxicidade do sulfato de cobre ao mexilhão dourado (Limnoperna fortunei) foram realizados em laboratório, com o objetivo de se encontrar a dose letal (CE50 e CE95 48 h) para o controle do molusco. Avaliaram-se também os níveis de resíduos de cobre nas águas testadas, nas conchas e tecidos dos moluscos, empregando espectrofotometria de absorção atômica de chama, (LD 0,0012 mg L–1 para cobre). Amostras de água e de exemplares de mexilhão dourado foram coletados no Lago Guaíba na cidade de Porto Alegre, RS. L. fortunei foi exposto às concentrações de 1,24; 2,33; 3,88; 5,43; 7,76; 10,08; 13,19 e 15,50 mg L–1 de cobre através de soluções correspondentes de sulfato de cobre (CuSO4.5H2O). Os organismos testes (1,8-2,0 mm de comprimento) foram aclimatados (20 °C ± 1, 24 horas) em aquários com oxigenação e submetidos a testes agudos (48 horas). Para cada teste realizado, grupos controle (sulfato de cobre ausente) foram submetidos as mesmas condições. A concentração média de Cu, o erro padrão, os valores mínimos e máximos obtidos para conchas e tecidos do mexilhão dourado foram 3,502 ± 0,056 (3,240-3,970) e 27,560 ± 2,406 (20,360-40,700) mg kg–1, respectivamente. Valores médios, mínimos e máximos de CE50 e CE95 nas concentrações de Cu testadas foram 2,16 (1,70 e 2,65) e 4,86 (3,97 e 6,47) mg L–1. As concentrações testadas explicaram 90,8% da mortalidade. As concentrações letais verificadas nesse estudo são superiores àquelas indicadas para o controle do mexilhão dourado em captadoras de água para abastecimento da cidade de Porto Alegre (0,5 a 2,0 mg L–1). De acordo com os testes estatísticos dos indicadores de comportamento e letalidade, após a exposição ao cobre, os mexilhões diminuíram a atividade de filtração, a mobilidade e a reação ao toque, demonstrando um estado letárgico.

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Publicado

2009-06-20

Como Citar

Soares, M. de F. S., Pereira, D., Santos, C. P. dos, Mansur, M. C. D., Pires, M., Breintenbach, J. O., & Grespan, C. (2009). Toxicidade do Sulfato de Cobre ao Mexilhão Dourado, Limnoperna fortunei (Dunker, 1857), em Água Bruta. Ecotoxicology and Environmental Contamination, 4(1), 37–48. https://doi.org/10.5132/jbse.2009.01.006

Edição

Seção

Artigos