Avaliação do Teor de Chumbo em Mexilhões da Espécie Perna perna na Região Metropolitana da Cidade do Rio de Janeiro

Autores

  • Cristina Baptista Maia Departamento de Química Analítica, Instituto de Química, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brazil
  • A. C. M. Almeida Departamento de Química, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Rio de Janeiro, RJ, Brazil
  • F. R. Moreira Laboratório de Toxicologia, Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (CESTEH), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2006.02.020

Palavras-chave:

mexilhão Perna perna, chumbo, bioacumulação, riscos da exposição, espectrometria de absorção atômica eletrotérmica

Resumo

Os efluentes da cidade do Rio de Janeiro são lançados normalmente sem tratamento no ambiente costeiro. A Baía de Guanabara é a principal receptora dos rejeitos que atingem e poluem as praias interiores da zona metropolitana da cidade. Os moluscos bivalves têm grande capacidade de concentrar certos poluentes em seus organismos, a partir de soluções muito diluídas, sem a ocorrência de efeitos adversos visíveis. O mexilhão é um bioacumulador de metais, considerado como indicador de poluição do ambiente em que vive. Natural da região, a espécie Perna perna, por ser acessível e resistente, é utilizada na dieta da população de baixa renda e de rua. O chumbo é um contaminante comum no ambiente devido às inúmeras atividades industriais. É considerado tóxico para homens e animais e sem nenhuma função fisiológica no organismo. Seus efeitos nocivos afetam praticamente todos os órgãos e sistemas do organismo. Neste trabalho determinou-se por espectrometria de absorção atômica eletrotérmica a concentração de chumbo em mexilhões Perna perna coletados nas praias do Flamengo, Vermelha e Vidigal, localizadas na região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro. A concentração média de chumbo encontrada (2,0 ± 0,93 mg.kg–1) é quase dez vezes superior àquela do mexilhão não exposto, analisado como grupo controle e proveniente de Penha (SC). Este valor encontra-se no limite máximo permitido pela Legislação Brasileira para consumo de pescado (2,0 mg.kg–1), representando um risco à população, principalmente se o seu uso na dieta se der de forma continuada.

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Publicado

2006-12-20

Como Citar

Maia, C. B., Almeida, A. C. M., & Moreira, F. R. (2006). Avaliação do Teor de Chumbo em Mexilhões da Espécie Perna perna na Região Metropolitana da Cidade do Rio de Janeiro. Ecotoxicology and Environmental Contamination, 1(2), 195–198. https://doi.org/10.5132/jbse.2006.02.020

Edição

Seção

Artigos