Avaliação do Teor de Chumbo em Mexilhões da Espécie Perna perna na Região Metropolitana da Cidade do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.5132/jbse.2006.02.020Palavras-chave:
mexilhão Perna perna, chumbo, bioacumulação, riscos da exposição, espectrometria de absorção atômica eletrotérmicaResumo
Os efluentes da cidade do Rio de Janeiro são lançados normalmente sem tratamento no ambiente costeiro. A Baía de Guanabara é a principal receptora dos rejeitos que atingem e poluem as praias interiores da zona metropolitana da cidade. Os moluscos bivalves têm grande capacidade de concentrar certos poluentes em seus organismos, a partir de soluções muito diluídas, sem a ocorrência de efeitos adversos visíveis. O mexilhão é um bioacumulador de metais, considerado como indicador de poluição do ambiente em que vive. Natural da região, a espécie Perna perna, por ser acessível e resistente, é utilizada na dieta da população de baixa renda e de rua. O chumbo é um contaminante comum no ambiente devido às inúmeras atividades industriais. É considerado tóxico para homens e animais e sem nenhuma função fisiológica no organismo. Seus efeitos nocivos afetam praticamente todos os órgãos e sistemas do organismo. Neste trabalho determinou-se por espectrometria de absorção atômica eletrotérmica a concentração de chumbo em mexilhões Perna perna coletados nas praias do Flamengo, Vermelha e Vidigal, localizadas na região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro. A concentração média de chumbo encontrada (2,0 ± 0,93 mg.kg–1) é quase dez vezes superior àquela do mexilhão não exposto, analisado como grupo controle e proveniente de Penha (SC). Este valor encontra-se no limite máximo permitido pela Legislação Brasileira para consumo de pescado (2,0 mg.kg–1), representando um risco à população, principalmente se o seu uso na dieta se der de forma continuada.
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