Mercúrio no Plâncton de um Lago Natural Amazônico, Lago Puruzinho (Brasil)

Autores

  • Elisabete Lourdes do Nascimento Laboratório de Biogeoquímica Ambiental, Núcleo de Ciência e Tecnologia, Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Porto Velho, RO, Brazil
  • J. P. O. Gomes Laboratório de Biogeoquímica Ambiental, Núcleo de Ciência e Tecnologia, Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Porto Velho, RO, Brazil ; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Porto Velho, RO, Brazil
  • R. Almeida Laboratório de Biogeoquímica Ambiental, Núcleo de Ciência e Tecnologia, Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Porto Velho, RO, Brazil
  • W. R. Bastos Laboratório de Biogeoquímica Ambiental, Núcleo de Ciência e Tecnologia, Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Porto Velho, RO, Brazil
  • J. V. E. Bernardi Laboratório de Biogeoquímica Ambiental, Núcleo de Ciência e Tecnologia, Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Porto Velho, RO, Brazil
  • R. K. Miyai Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A, Porto Velho, RO, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2007.01.010

Palavras-chave:

mercúrio, zooplâncton, fitoplâncton, Lago Puruzinho, Amazônia

Resumo

O presente trabalho teve por objetivo avaliar as concentrações de mercúrio total (Hg) em amostras de plâncton do lago Puruzinho, localizado à margem esquerda do rio Madeira, a 20 km da cidade de Humaitá (Amazonas, Brasil). Foram realizadas três amostragens em um ponto central do lago (S07°22’19,2”; W063°02’32,2”), que correspondem aos períodos chuvoso (fevereiro de 2004 e maio de 2005) e seco (outubro de 2004). As amostras de plâncton foram coletadas com o uso de duas redes de náilon, sendo que uma alíquota do concentrado de plâncton de cada rede utilizada foi fixada para posterior identificação e contagem dos organismos e outra foi liofilizada para a análise de Hg. A determinação de Hg foi realizada por espectrofotometria de absorção atômica por geração de vapor frio (FIMS-400). A maior concentração de Hg no plâncton foi observada na coleta de fevereiro de 2004 (337 μg kg–1), período chuvoso. Os níveis encontrados no plâncton do lago Puruzinho são comparáveis aos encontrados em estudos de regiões consideradas impactadas por Hg. Com a inundação da vegetação marginal (igapó) durante os períodos de chuva, pode ter ocorrido no lago a entrada demercúrio associado às partículas de solo por meio do processo de lixiviação, bem como a ressuspensão do mercúrio adsorvido no sedimento de fundo, disponibilizando este metal para a comunidade planctônica.

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Publicado

2007-03-10

Como Citar

Nascimento, E. L. do, Gomes, J. P. O., Almeida, R., Bastos, W. R., Bernardi, J. V. E., & Miyai, R. K. (2007). Mercúrio no Plâncton de um Lago Natural Amazônico, Lago Puruzinho (Brasil). Ecotoxicology and Environmental Contamination, 2(1), 67–72. https://doi.org/10.5132/jbse.2007.01.010

Edição

Seção

Artigos

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