Sorção e bioacessibilidade do 17β-Estradiol em microplásticos amostrados no ambiente: Tamanho das partículas, envelhecimento, interações competitivas e coexposição.
DOI:
https://doi.org/10.5132/eec.2025.02.06Palavras-chave:
microplastics, polyethylene terephthalate, polyethylene, sorption, 17β-estradiolResumo
Os microplásticos (MPs) têm sido amplamente estudados em ambientes aquáticos devido ao seu potencial de atuar como vetores de contaminantes emergentes. Este estudo investigou a sorção do hormônio natural 17β-estradiol (E2) em microplásticos de polietileno tereftalato (PET) e polietileno (PE), considerando o efeito do tamanho das partículas e do envelhecimento sobre a capacidade de sorção e a toxicidade da coexposição. Os MPs foram obtidos a partir de plásticos coletados no Rio Monjolinho, em São Paulo, Brasil, e triturados em diferentes frações de tamanho. Além disso, o envelhecimento artificial foi simulado expondo amostras de PET à radiação ultravioleta (UV) (254 nm, 16 W) por 45 dias, e a coexposição com bisfenol A (BPA) também foi avaliada. Para analisar a toxicidade potencial do E2 e dos MPs ambientais, foi realizado um ensaio de viabilidade celular (MTT) utilizando hepatócitos de zebrafish (Danio rerio) (ZF-L). Os resultados mostraram que, para o PET, a maior sorção ocorreu em partículas com tamanho entre 500 e 1000 µm, enquanto para o PE, a adsorção mais elevada foi observada em partículas entre 350 e 500 µm. Partículas menores que 125 µm apresentaram baixa sorção, possivelmente devido à sua tendência à agregação. A análise por microscopia eletrônica de varredura revelou um aumento na rugosidade da superfície das partículas envelhecidas artificialmente. No entanto, não foi observada variação significativa na sorção de E2 entre MPs envelhecidos e não envelhecidos, indicando que o envelhecimento superficial não alterou sua capacidade de retenção nas condições testadas. Além disso, na presença de BPA, apenas este composto foi sorvido, sugerindo que interações competitivas entre contaminantes podem influenciar a sorção nos MPs. O ensaio de viabilidade celular não indicou toxicidade para E2, MPs ou sua coexposição. Esses achados destacam a complexidade dos processos de sorção e enfatizam a necessidade de mais pesquisas para compreender melhor como fatores ambientais influenciam a biodisponibilidade de contaminantes emergentes e os riscos para a biota aquática.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Ecotoxicology and Environmental Contamination

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright © 2006 ECOTOX-Brasil
Copyright notice: It is a condition for publication that manuscripts submitted to this journal have not yet been published and will not be simultaneously submitted or published elsewhere. By submitting a manuscript, the authors agree that copyright for their article is transferred to the Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia (ECOTOX-Brasil) if and when the article is accepted for publication. The copyright covers the exclusive rights to reproduce and distribute articles, including reprints, photographic reproductions or any other reproduction of a similar nature, including translations. No part of this publication may be reproduced, stored in a retrieval system or transmitted in any form or by any means, electronic, mechanical, photocopying, recording or otherwise, without permission of the publisher.
Notice: While every effort is made by the EEC, editors and editorial board to see that no inaccurate or misleading data, opinions or statements appear in this journal, they wish to make it clear that the contents of the articles and advertisements published herein are the sole responsibility of the contributors or advertisers concerned. Accordingly, the EEC, the editorial board and editors and their respective employees, officers and agents accept no responsibility or liability whatsoever for the consequences of any inaccurate or misleading data, opinion or statement.



