Sorção e bioacessibilidade do 17β-Estradiol em microplásticos amostrados no ambiente: Tamanho das partículas, envelhecimento, interações competitivas e coexposição.

Autores

  • Sophia Letícia Rodrigues Borges Federal University of São Carlos, Brazil
  • Natalí da Silva Schio Federal University of São Carlos, Brazil
  • Gabriel Marcondes Ferraz Federal University of São Carlos, Brazil
  • Tamara Teixeira Federal University of São Carlos, Brazil
  • Fillipe Vieira Rocha Federal University of São Carlos, Brazil
  • Roberta Cerasi Urban Federal University of São Carlos, Brazil
  • Pedro Sérgio Fadini Federal University of São Carlos, Brazil
  • Dayana Moscardi dos Santos Federal University of São Carlos, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.5132/eec.2025.02.06

Palavras-chave:

microplastics, polyethylene terephthalate, polyethylene, sorption, 17β-estradiol

Resumo

Os microplásticos (MPs) têm sido amplamente estudados em ambientes aquáticos devido ao seu potencial de atuar como vetores de contaminantes emergentes. Este estudo investigou a sorção do hormônio natural 17β-estradiol (E2) em microplásticos de polietileno tereftalato (PET) e polietileno (PE), considerando o efeito do tamanho das partículas e do envelhecimento sobre a capacidade de sorção e a toxicidade da coexposição. Os MPs foram obtidos a partir de plásticos coletados no Rio Monjolinho, em São Paulo, Brasil, e triturados em diferentes frações de tamanho. Além disso, o envelhecimento artificial foi simulado expondo amostras de PET à radiação ultravioleta (UV) (254 nm, 16 W) por 45 dias, e a coexposição com bisfenol A (BPA) também foi avaliada. Para analisar a toxicidade potencial do E2 e dos MPs ambientais, foi realizado um ensaio de viabilidade celular (MTT) utilizando hepatócitos de zebrafish (Danio rerio) (ZF-L). Os resultados mostraram que, para o PET, a maior sorção ocorreu em partículas com tamanho entre 500 e 1000 µm, enquanto para o PE, a adsorção mais elevada foi observada em partículas entre 350 e 500 µm. Partículas menores que 125 µm apresentaram baixa sorção, possivelmente devido à sua tendência à agregação. A análise por microscopia eletrônica de varredura revelou um aumento na rugosidade da superfície das partículas envelhecidas artificialmente. No entanto, não foi observada variação significativa na sorção de E2 entre MPs envelhecidos e não envelhecidos, indicando que o envelhecimento superficial não alterou sua capacidade de retenção nas condições testadas. Além disso, na presença de BPA, apenas este composto foi sorvido, sugerindo que interações competitivas entre contaminantes podem influenciar a sorção nos MPs. O ensaio de viabilidade celular não indicou toxicidade para E2, MPs ou sua coexposição. Esses achados destacam a complexidade dos processos de sorção e enfatizam a necessidade de mais pesquisas para compreender melhor como fatores ambientais influenciam a biodisponibilidade de contaminantes emergentes e os riscos para a biota aquática.

 

Biografia do Autor

Sophia Letícia Rodrigues Borges, Federal University of São Carlos, Brazil

Iniciação Científica, Departamento de Química

Natalí da Silva Schio, Federal University of São Carlos, Brazil

Estudante de pós-graduação- Departamento de Química

Gabriel Marcondes Ferraz, Federal University of São Carlos, Brazil

Estudante de pós-graduação- Departamento de Química

Tamara Teixeira, Federal University of São Carlos, Brazil

PhD Student- Chemistry Department

Fillipe Vieira Rocha, Federal University of São Carlos, Brazil

Professor-Departamento de Química

Roberta Cerasi Urban, Federal University of São Carlos, Brazil

Professora-Departamento de Química

Pedro Sérgio Fadini, Federal University of São Carlos, Brazil

Professor- Departamento de Química

Dayana Moscardi dos Santos, Federal University of São Carlos, Brazil

Professora- Departamento de Química

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Publicado

2025-10-14

Como Citar

Borges, S. L. R., Schio, N. da S., Ferraz, G. M., Teixeira, T., Rocha, F. V., Urban, R. C., Fadini, P. S., & dos Santos, D. M. (2025). Sorção e bioacessibilidade do 17β-Estradiol em microplásticos amostrados no ambiente: Tamanho das partículas, envelhecimento, interações competitivas e coexposição. Ecotoxicology and Environmental Contamination, 20(2), 54–61. https://doi.org/10.5132/eec.2025.02.06

Edição

Seção

Special Issue Ecotox 2024