Influência do Manganês em Ensaios de Toxicidade com Algas em Amostras Ambientais
DOI:
https://doi.org/10.5132/jbse.2006.01.002Palavras-chave:
Selenastrum capricornutum, biomonitoramento, água subterrânea, manganêsResumo
Estudos têm sido realizados utilizando ensaios ecotoxicológicos na avaliação da qualidade de águas subterrâneas. Nestes estudos vários autores comentam uma maior sensibilidade nos ensaios com algas para as amostras desses ambientes. Visando maior conhecimento na utilização de ensaios de toxicidade com algas no monitoramento de águas subterrâneas, foi ensaiado um total de 75 amostras distribuídas em 19 poços de monitoramento de uma área industrial da Região Metropolitana de Porto Alegre, RS, Brasil. As amostras foram analisadas quanto à toxicidade para Selenastrum capricornutum (USEPA, 1994) e quanto aos valores de pH, condutividade elétrica, cloretos, hidrocarbonetos totais, fenóis, nitrogênio amoniacal, sólidos dissolvidos totais e metais (Cd/Pb/Cu/Cr/Mn/Zn/Hg/Ni). As amostras foram coletadas semestralmente, entre janeiro de 2001 e janeiro de 2003. Os dados obtidos demonstraram alta freqüência de amostras com efeito inibitório sobre S. capricornutum (72%). A análise estatística do conjunto de dados apresentou correlação fraca, porém estatisticamente significativa (α = 0,05), entre as concentrações de manganês e a toxicidade observada para S. capricornutum (r = 0,298). Considerando-se: (1) a baixa disponibilidade do manganês aos organismos em função de sua natural precipitação sob a forma de óxidos de manganês; (2) a eficiência do manganês como captador de metais em ambientes aquáticos através da adsorção, troca iônica e co-precipitação; (3) a ocorrência, para algumas espécies de microalgas, de interações competitivas entre nutrientes e metais inibidores; (4) o fato de o manganês poder tornar indisponíveis metais como Zn, Co, Ni e Cu (utilizados como micronutrientes) através da formação de co-precipitados estáveis de óxidos de manganês; e (5) o constante aporte de oxigênio nas amostras durante a execução dos ensaios com algas devido à agitação orbital dos frascos, conclui-se que não deve ser descartada a possibilidade de interferência desse metal sobre a biodisponibilidade dos micronutrientes acrescentados às amostras para a realização do ensaio de toxicidade com algas.
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