Atividade de Acetilcolinesterase em Daphnia: Um Bom Biomarcador de Avaliação Ambiental?
DOI:
https://doi.org/10.5132/jbse.2006.01.019Palavras-chave:
colinesterases, Daphnia, pesticidas, toxicidade aguda, crescimento populacionalResumo
A atividade de acetilcolinesterase (AChE) tem sido empregada como um biomarcador de contaminação ambiental. Contudo, em relação aos invertebrados, são necessários estudos adicionais para determinar o papel desta resposta no monitoramento biológico. Sendo assim, foram realizados experimentos para avaliar a interferência de fatores ambientais e de desenvolvimento na atividade de AChE em D. magna e D. similis. Foram também investigadas as relações entre atividade de AChE, toxicidade aguda e efeitos em nível de população em D. magna. Uma relação inversa ente o comprimento do corpo e a atividade de AChE foi verificada para D. magna. Neonatas de D. similis (= 72 h) mantidas em água mineral diluída tiveram atividade mais baixa de AChE do que as mantidas em meio ASTM. Os resultados obtidos indicaram ainda que as associações entre atividade de AChE e efeitos em níveis mais alto de organização biológica em D. magna nem sempre são diretas. As razões entre EC50 e IC50 após exposição aos inseticidas propoxur, paration, malation, clorpirifós e acefato variaram de 0,31 a 0,90. Em organismos previamente expostos ao acefato foram verificadas ainda interferência do genótipo com a conexão entre efeitos sob a atividade de AChE e alterações na taxa de crescimento populacional. Os resultados obtidos permitem concluir que a utilização da atividade de AChE em dafinídeos como um biomarcador em programas de análise ambiental deve ser feita com cautela. Por um lado, esta é uma ferramenta sensível que sob condições padronizadas pode dar uma boa indicação de exposição a organofosfatos e carbamatos. Por outro, a utilização desta ferramenta para antecipar efeitos em níveis mais altos de organização biológica é limitada e deve ser feita somente em conjunção com análises complementares.
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