Atividade de Acetilcolinesterase em Daphnia: Um Bom Biomarcador de Avaliação Ambiental?

Autores

  • Liane Biehl Printes Cientistas Associados Ltda., São Carlos, SP, Brazil
  • A. Callaghan School of Animal & Microbial Sciences, The University of Reading, Reading, UK

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2006.01.019

Palavras-chave:

colinesterases, Daphnia, pesticidas, toxicidade aguda, crescimento populacional

Resumo

A atividade de acetilcolinesterase (AChE) tem sido empregada como um biomarcador de contaminação ambiental. Contudo, em relação aos invertebrados, são necessários estudos adicionais para determinar o papel desta resposta no monitoramento biológico. Sendo assim, foram realizados experimentos para avaliar a interferência de fatores ambientais e de desenvolvimento na atividade de AChE em D. magna e D. similis. Foram também investigadas as relações entre atividade de AChE, toxicidade aguda e efeitos em nível de população em D. magna. Uma relação inversa ente o comprimento do corpo e a atividade de AChE foi verificada para D. magna. Neonatas de D. similis (= 72 h) mantidas em água mineral diluída tiveram atividade mais baixa de AChE do que as mantidas em meio ASTM. Os resultados obtidos indicaram ainda que as associações entre atividade de AChE e efeitos em níveis mais alto de organização biológica em D. magna nem sempre são diretas. As razões entre EC50 e IC50 após exposição aos inseticidas propoxur, paration, malation, clorpirifós e acefato variaram de 0,31 a 0,90. Em organismos previamente expostos ao acefato foram verificadas ainda interferência do genótipo com a conexão entre efeitos sob a atividade de AChE e alterações na taxa de crescimento populacional. Os resultados obtidos permitem concluir que a utilização da atividade de AChE em dafinídeos como um biomarcador em programas de análise ambiental deve ser feita com cautela. Por um lado, esta é uma ferramenta sensível que sob condições padronizadas pode dar uma boa indicação de exposição a organofosfatos e carbamatos. Por outro, a utilização desta ferramenta para antecipar efeitos em níveis mais altos de organização biológica é limitada e deve ser feita somente em conjunção com análises complementares.

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Publicado

2006-06-20

Como Citar

Printes, L. B., & Callaghan, A. (2006). Atividade de Acetilcolinesterase em Daphnia: Um Bom Biomarcador de Avaliação Ambiental?. Ecotoxicology and Environmental Contamination, 1(1), 89–92. https://doi.org/10.5132/jbse.2006.01.019

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