Biomonitoramento indoor do Potencial Mutagênico dos Gases Provenientes da Queima de Incenso por Meio da Avaliação de Pêlos Estaminais da Tradescantia

Autores

  • Deuzuita S. Oliveira Núcleo de Engenharia Térmica e Fluidos (NETeF), Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Universidade de São Paulo (USP), São Carlos, SP, Brazil
  • P. M. Crnkovic Núcleo de Engenharia Térmica e Fluidos (NETeF), Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Universidade de São Paulo (USP), São Carlos, SP, Brazil
  • V. G. F. Viana Universidade Federal do Piauí (UFPI), Campus Ministro Petrônio Portela, Teresina, PI, Brazil
  • P. H. N. Saldiva Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brazil
  • M. Domingos Instituto de Botânica, São Paulo, SP, Brazil
  • J. D. Pagliuso Núcleo de Engenharia Térmica e Fluidos (NETeF), Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Universidade de São Paulo (USP), São Carlos, SP, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.5132/jbse.2007.02.010

Palavras-chave:

biomonitoramento indoor, bioensaio Trad-SH, mutagenicidade, poluição atmosférica

Resumo

O bioensaio Trad-SH, desenvolvido com o clone KU-20 de Tradescantia, tem-se mostrado um excelente bioindicador da qualidade do ar. Portanto, este trabalho teve por objetivo monitorar, através do bioensaio Trad-SH, o potencial mutagênico dos poluentes provenientes da queima de incensos em ambiente fechado (indoor). Nos experimentos, as inflorescências do clone KU-20 foram expostas por 2, 4 e 6 horas aos gases provenientes da queima dos incensos (tipo 1 e 2), em uma sala fechada com um volume de 25,83 m3. Para avaliar o efeito mutagênico foi realizada uma comparação entre as inflorescências não expostas aos gases poluentes (grupo 1, controle) e as inflorescências expostas por 2, 4 e 6 horas (grupos 2, 3 e 4, respectivamente). Análises estatísticas mostraram que a freqüência média das mutações no grupo 1 foi significativamente mais baixa do que aquela dos grupos 2, 3 e 4. Por sua vez, não houve diferenças significativas nas freqüências de mutações entre os grupos 3 e 4. Porém, a freqüência de mutações nas inflorescências expostas aos poluentes provenientes da queima do incenso tipo 1 foi maior do que as do tipo 2. Os resultados indicam que o bioensaio é uma ferramenta eficaz para o monitoramento da qualidade do ar em ambientes fechados.

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Publicado

2007-07-10

Como Citar

Oliveira, D. S., Crnkovic, P. M., Viana, V. G. F., Saldiva, P. H. N., Domingos, M., & Pagliuso, J. D. (2007). Biomonitoramento indoor do Potencial Mutagênico dos Gases Provenientes da Queima de Incenso por Meio da Avaliação de Pêlos Estaminais da Tradescantia. Ecotoxicology and Environmental Contamination, 2(2), 173–178. https://doi.org/10.5132/jbse.2007.02.010

Edição

Seção

Artigos